quinta-feira, 30 de julho de 2009

it's hard to explain

"______________________________
I missed the last bus, I'll take the next train
I try but you see, it's hard to explain
I say the right things, but act the wrong way
I like it right here, but I cannot stay
I watch the TV; forget what I'm told
Well, I am too young, and they are too old
The joke is on you, this place is a zoo
' You're right it's true '
________________________________"

sábado, 18 de julho de 2009

cade a ideia que estava aqui?!

sumiu...
desapareceu...

voltou a ser mais um pensamento sem forma!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O Espetaculo

estou em cima de um palco
escondido atras de uma cochia
quando de repende
me empurram palco a dentro

não sei minha deixa
não sei minhas falas
não sei que diabos de espetáculo é esse

a luz ofusca minha visão
tento fugir do foco
me perco em meio à movimentação confusa dos outros

entao estou no centro do palco
sozinho
tudo escuro ao meu redor
somente a luz em meu rosto

o som mudo ensurdesse
o silencio fala mais alto
emudesse e cala

não sei o que dizer
não sei porque estou ali
não sei como cheguei lá

a musica estridente e descompaçada volta a tocar
e volta o turbilhão de movimentos e cores de antes

eu sumo em meio aos outros

tento gritar
os sons parecem encobrir minha voz
tento gritar
mas nem um som sai de minha boca

e
como tudo começou
tudo acaba

me empurram de volta para a cochia

a cortina se fecha
aplausos

....mais um espetáculo de sucesso!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Notícias na TV

"Em Roma como os romanos, na enchente como os molhados. O repórter nunca se contentaria em apenas mostrar as ruas transformadas em rios, os automóveis em jangadas, as casas em aquários. Precipita-se, intrépido, no aguaceiro e, molhado até o joelho, ei-lo, de microfone na mão, a desempenhar sua tarefa não apenas in loco, ao vivo e em cores, mas com os efeitos do dilúvio a castigá-lo na pele. É o jornalismo de imersão na notícia em uma de suas mais completas versões. Melhor, só se o repórter transmitisse do fundo da água. Se se tratasse de um vendaval, o ideal seria que pudesse se mostrar fustigado com tal ferocidade que tivesse de se abraçar a um poste para não alçar voo como uma pipa, o corpo já despregado do solo, os pés flutuando no espaço. À falta disso, pelo menos que se mostrasse com os cabelos ao vento. Sem cabelos ao vento, não há cobertura digna de vendaval. É imperioso escolher para a missão repórteres cujos cabelos sejam passíveis de esvoaçar ao vento. Na enchente como os molhados, na ventania como os ventados.

Agora a notícia é sobre a prisão dos implicados no último escândalo de caixa dois/suborno/desvio de verbas/lavagem de dinheiro/formação de quadrilha e, tanto quanto a polícia, é a TV que vai prender o suspeito. A TV madruga à porta do suspeito. O suspeito abre a porta, sonolento. A TV pespega-lhe as algemas. Ouve-se o clec das algemas se fechando. A TV encaminha o suspeito ao camburão. Força-o à laboriosa empreitada de entrar no carro manobrando o traseiro, dada a impossibilidade de contar com as mãos. O carro parte em disparada. Não basta reportar a realidade. Realidade é para os reality shows. A ordem é radicalizar o real. No próximo bloco: disparam os preços dos legumes – e o que fazer para proteger seu dinheiro em tempos de crise.

Se o réu agora são as leguminosas, vai-se flagrá-las igualmente em seu habitat. A repórter percorre o supermercado, empurrando um carrinho. Pepino – cinquenta por cento de aumento. Ela pega os pepinos da prateleira, põe no carrinho. Abobrinha – setenta por cento; berinjela – cem por cento; rabanete – cento e cinquenta por cento. Nesse momento uma freguesa, com seu carrinho, aproxima-se da repórter. Que freguesa distraída. Não viu que estavam gravando? Não viu as câmeras, não atentou para as luzes? Enquanto a repórter continua a elencar os pepinos e respectivos índices de aumento, a freguesa segue impassível, a escarafunchar as prateleiras, bem ali ao lado, e levar um ou outro produto ao carrinho. A repórter enfim lhe interrompe a rotina. O que a senhora achou dos preços dos legumes? Um escândalo! Estão muito mais altos do que na semana passada. Que sorte a freguesa ter aparecido bem nessa hora. Faltava à notícia o toque de drama doméstico que só a voz do consumidor é capaz de conferir.

Volta para o estúdio. Os âncoras fecham a cara. Estão bravos com o aumento de preços. E o que fazer para proteger o seu dinheiro? A reportagem é agora com um economista, que, compenetrado, surge fazendo cálculos na calculadora. A regra é clara: se a entrevista é com um escritor, tem de ter no fundo uma estante de livros; se com um biólogo, tem de mostrá-lo com um olho pregado no microscópio; se com economista, tem de ter calculadora. E o que fazer, em tempo de crise? Agora sim, ele levanta os olhos da calculadora e dá seu recado. Prudência nos investimentos. Não gastar mais do que se tem. Calcular os juros antes de comprar a prazo. Não comprar a prazo se se pode pagar à vista. (Ô economista! Precisava de tanto cálculo, para chegar a essas conclusões?) No próximo bloco: futebol. E o âncora sorri. É preciso sorrir quando a notícia é de futebol. Assim o público fica avisado de que esse é um assunto ameno.

São mostrados os gols da rodada. Segue-se reportagem sobre os nordestinos que se revelaram exímios fazedores de sushi nos restaurantes japoneses de São Paulo. Começa com a repórter passeando entre as mesas do restaurante. De forma mais espantosa ainda do que a freguesa do supermercado, ninguém parece se dar conta da presença da câmera. Continuam os clientes todos a conversar uns com os outros, entre uma manobra e outra com os hashis. (Ô produtor de telejornal, meu semelhante, meu irmão: de tanto caprichar na realidade, não estarias criando uma obra de ficção?) A repórter chega ao balcão, mostra o moço franzino cortando o salmão com perícia de esgrimista. O moço diz que veio do Piauí e que nunca antes tinha ouvido falar de sushi. Esplêndido: ele diz tudo o que se espera de um piauiense que vira fazedor de sushi. Volta ao estúdio. Os âncoras sorriem. O jornal termina com uma nota alegre e uma história de sucesso, como deve. Boa noite."

by: Roberto Pompeu de Toledo

quinta-feira, 14 de maio de 2009

changes...

i know since i was a kid that people change...
that i change...
that i could change..
that i need to change...

but what? when? where to?
HOW?!?!?

there were always invisible ropes that kept me tided up and steady in the same old spot...

i feel like running away
getting in the first bus to the farthest place
leaving all behind
forgetting myself

but i'm still tided by these same old ropes...

!!!gotta cut 'em!!!

terça-feira, 12 de maio de 2009

it's all the same

i look to the world around me
the people, the things,
are in the same place where i've left 'em
the sounds, the collors,
seem all boringly steady.

i walk on the streets
and everywhere i look i see
the same old houses
the same old trees
the same old dust over this same and old street.

i come home at night
everyday at the same time,
in the same bus,
sitting next to the same people,
holding the same old feellingless "expressions" upon their faces.

everywhere i go
every sound i hear
everything i see
it's the same to me.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Stop!

Stop worrying about everything
everething might just be too big for one person

Stop thinkin' for a while
let the time flow down through you

Though you don't need to be happy
stop being sad

When life rushes faster then you
stop to take a breth

Stop this world
or i'll fall out from it

"Won't you stop this game, deal me out I know too well what it's all about
I know too well that it had to be
Stop this game well it's ruining me
"


Amour, Imagination, Rêve

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Quote

I found it some time ago, somewhere i don't remember, written by some one i don't know....

"Change; we don’t like it, we fear it, but we can't stop it from coming. We either adapt to change or we get left behind. And it hurts to grow, anybody who tells you it doesn’t is lying. But heres the truth: the more things change, the more they stay the same. And sometimes, oh, sometimes change is good. Oh, sometimes, change is ... everything."

Amour, Imagination, Rêve

segunda-feira, 6 de abril de 2009

7 things to do on a morning without class

~> Wake up one hour later then usual.

~> Get a walk on the bright white sun (have you ever noticed how white the sun is by the morning? just like the sky, that looks even bluer - more blue, idk - after a clowdy storm...).

~> Do to a newsstand, but don't buy anything, just flip through every interesting piece of paper in front of you.

~> Mark an appointment or a meeting and cancel it (makes you feel important).

~> Rent a couple of good movies.

~> Read a new book / Listen to a new song.

~> Lay down on your favorite couch in front of a TV (turned off, of course) and just keep watching the mirrored images at the dark screen.



....Or, it you prefer, just sleep all morning....


Amour, Imagination, Rêve

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Memories...

Today I was too sick to do any thing worth doing.... so suddenly, out of nothing, i've decided to organize a drawer where i keep tons of stuff [most of them useless]...

Then i finally realise that sometimes is better to keep things hiden from our eyes, some memories shall be forgotten, erased, or maybe left by as simple scrawls of what some day was a masterpiece...

I also realised how much I've changed lately... and that some things that happend in the past might never come back again as they were before... and, you know what, who cares, maybe nothing is supposed to last for ever... maybe somethings are supposed to end, to be kept in the past... and maybe we're supposed to learn with them, maybe even forget it, just keeping what's made us grow.

Even more... maybe some pieces of a puzzle might never fit together, as perfect as they look when they're put next to each other....